Para os interessados, ou com paciência de ler:
Então…
Andei tomando uns puxões de orelha por aí porque ando flutuando no facebook (que hoje em dia é o único lugar onde ainda me comunico com as pessoas na internet, além de posts ocasionais aqui no tumblr) de forma errática… Dou share em algumas coisas, rio um pouco, mas responder as mensagens que me mandam, necas.
Quem me conhece há algum tempo sabe que não sou exatamente a pessoa mais constante do mundo. Eu apareço e sumo sem padrão.
Estou passando por uma fase muito complicada na minha vida, algumas pessoas já sabem o que está acontecendo, outras ainda não. Eventualmente todo mundo vai saber porque não é algo que dê para manter debaixo da cama pro resto da vida.
Mas é uma situação que me faz ter vontade de ficar no meu canto, só observando o mundo e o tempo passarem. Não deixei de fazer parte da vida, Só optei por reduzir o meu nível de atividade.
Andei engolindo uma boa dose de desapontamento e decepção por parte de algumas pessoas por quem eu tinha muito carinho, e em alguns casos, amor. É muito difícil chamar muitas pessoas de amigo porque eventualmente elas tem uma tendência muito ruim de provar que você se enganou. Foi o que me aconteceu.
Antes que algumas pessoas apontem o dedo para si mesmas e perguntem “será que tá falando de mim?”, deixo claro que não estou falando de uma única pessoa. Mas não vou dar nomes aos bois por uma questão de privacidade. Minha e dos outros.
Mas, independente de quem tenha sido, e do que tenha acontecido, decidi que vou, por um tempo, voltar a vestir minha armadura e minha espada. Não ando uma pessoa muito agradável de se ter por perto, e vou ficar assim por algum tempo.
Vou fazer uma limpa em muitos níveis diferentes na minha vida, e quem quiser permanecer ao meu lado, será muito bem vindo. Quem não quiser… Sinceramente, não fará falta. Tem algumas pessoas que eu faço questão de manter junto de mim. Outras, nem um pouco. E há um terceiro grupo que eu mantenho na área de “Hmm, vou dar um crédito e deixar que me surpreendam. Ou não”.
O fato é que, não quero mais fingir ser algo que não sou. Tampouco pretendo fingir que tenho pessoas ao meu lado que, em realidade, nunca estiveram comigo. Também não vou mais ignorar que há pessoas que sempre estiveram perto de mim por interesse próprio e que nunca pensaram em mim de verdade, ou que até pensaram, mas sempre contaminado pela noção do que eventualmente iriam ganhar.
Tenho amigos verdadeiros. Tenho conhecidos. Tenho colegas. E tenho uma coleção de decepções. Culpa de ser uma pessoa que se envolve fácil demais, confia demais, perdoa demais, e não sabe viver em solidão.
Eu matei dentro de mim, recentemente, um sentimento muito querido que eu tinha por alguém que conseguiu me magoar mais do que eu jamais imaginei ser possível. Estou de luto por conta disso. Não quero vingança, retribuição, ou acerto de contas. Não quero respostas ou arrastar pelo tempo uma dor que já veio, me fez sangrar, e se foi. Não quero vivenciar, através de porquês e afirmativas, negações, mentiras e verdades, uma saudade a qual não tenho direito de sentir. Não quero mais me magoar, nem magoar ninguém.
Não tenho pretensões de fingir também ser uma pessoa boazinha, que se importa muito com o próximo e o distante. Tenho meu lado escuro da lua. E ele anda se expandindo, veloz e irrefreável, e honestamente, não sei dizer se é a contragosto.
Ao menos não sou alguém que veste o tempo todo uma máscara de bondade e amabilidade quando, por dentro, não passa de uma casca amarga e sem conteúdo, sem perspectiva de futuro ou crescimento, fisicamente e mentalmente incapaz de ser feliz, tentando fazer da vida das pessoas a sua volta um inferno só porque a força e a felicidade delas incomoda. Como certas pessoas com quem eu convivo, infelizmente, diariamente.
Perguntaram recentemente se vou comemorar meu aniversário.
Vou comemorar que cheguei respirando ao dia 31 de maio de 2012. Vou comemorar a presença do Marcio e do Pedro na minha vida. Vou comemorar algumas boas surpresas que tive pelo meio do caminho. Vou comemorar o retorno da minha criatividade que, embora esparsa e indecisa, ao menos não me abandonou de novo como no ano passado. Mas em essência, não vejo muito motivo para fazer festa. Foi um início de ano muito ruim para mim, minha saúde anda uma merda, sem dinheiro no bolso ou no banco, e facadas nas costas de sobra para perder meu tempo tomando nota de quantas.
Em suma, se por comemorar aniversário entende-se por fazer festa, a resposta é não, não vou comemorar.
Vou só olhar para o céu, parar de chorar, agradecer pela vida que ainda tenho dentro dos meus pulmões, olhar para os lados, ver quem ainda está comigo, e seguir em frente.
E tentar continuar mantendo dentro de mim a sinceridade que arde nos olhos de tanta gente.
Uma vez, me disseram que mentir era minha única verdadeira habilidade. Cheguei a acreditar nisso. Hoje eu sei que o que incomoda os outros não são as minhas mentiras. São as verdades.
Chega de mentiras. Chega de esqueletos dentro do armário. E, numa boa, para quem não aguenta ouvir a verdade, daqui para a frente, vai ser uma enorme perda de tempo tentar ser meu amigo. Faça-me um favor e não me ajude a desperdiçar o meu tempo, porque já faço isso sem precisar de ajuda de ninguém.
Cansei de, em nome da política e da diplomacia, maquiar o que eu tenho a dizer, ou até não dizer nada, só para não perder amizades. Algumas das quais, na verdade, nem nunca existiram.
Para alguns, obrigado. Para outros, adeus.
Dói. Mas não me arrependo.
Está fazendo sol lá fora.
Tough times are coming ahead for me. But I have wonderful friends that have already proved they’re worth my time, and I know they’ll be there for me when I need them.
That might be a lot sooner than I ever thought, but I’m not afraid. Because I have them.
And there are also other people out there that always help me, even though they don’t know it. People who inspire me through hard times, like the ones I’ll have to face in the years to come.
People like the goddess Christina A., who sings this wonderful song that helps me to stay strong, even when my heart just wants to sink down and die.
They’re the reason why I’m still here, when so many others thought I’d have given up a long time ago.
Well… I won’t give up. Not now. Not ever.
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Reflection
(Christina Aguilera)
Look at me
You may think you see
Who I really am
But you’ll never know me
Every day
It’s as if I play a part
Now I see
If I wear a mask
I can fool the world
But I cannot fool my heart
Who is that girl I see
Staring straight back at me?
When will my reflection show
Who I am inside?
I am now
In a world where I
Have to hide my heart
And what I believe in
But somehow
I will show the world
What’s inside my heart
And be loved for who I am
Who is that girl I see
Staring straight back at me?
Why is my reflection
Someone I don’t know?
Must I pretend that I’m
Someone else for all time?
When will my reflection show
Who I am inside?
There’s a heart that must be
Free to fly
That burns with a need to know
The reason why
Why must we all conceal
What we think, how we feel?
Must there be a secret me
I’m forced to hide?
I won’t pretend that I’m
Someone else for all time
When will my reflection show
Who I am inside?
When will my reflection show
Who I am inside?